| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | |||
| 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 |
| 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 |
| 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 |
| 26 | 27 | 28 |
Estado do Rio Grande do Norte, está enfrentando duas greves simultaneamente, primeiro foi os Médicos, que mediante o impasse e, a impossibilidade de um acordo entregaram uma carta de demissão coletiva. Agora, é a vez da Policia Militar deflagrar sua greve, pela Segunda vez em menos de um ano; Na tarde de ontem, (16/02), conversei nas dependências do Clube de Caça e Pesca do Seridó com o Sargento Siqueira, membro da Associação dos Sargentos, Cabos e Soldados da Policia Militar do Rio Grande do Norte, Siqueira explica o por que da paralisação, e diz que a culpa não é do soldado.
Chagas Silva:
Siqueira, no ano passado a Policia Militar deflagrou uma greve,, na época, o governo fez um acordo com a corporação, e agora é deflagrada outra greve e logo no inicio do carnaval. O que aconteceu, o governo não cumpriu o acordo e a população como fica?
Siqueira:
A policia é importante tanto faz ser antes, durante ou depois do carnaval, o que existe é uma quebra de acordo, de um acordo que foi pactuado entre o governo do Estado, e as entidades representativas que teve como interveniente o poder Legislativo do Estado, através do seu presidente Dep. Robinson Faria, e das Câmaras Municipal de Natal e Mossoró, dos Comandantes da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros, todos, eles assinaram o termo de acordo por acreditar que o governo do Estado ia cumprir o que foi assinado; para que o termo de acordo fosse celebrado, tivemos que percorrer um longo percurso para poder garantir a segurança do termo, primeiro garantir na Lei de diretriz orçamentária (LDO), depois no dia 14/12/2006, garantir no orçamento geral do Estado, tudo feito dentro do campo Jurídico. Foi feito inclusive o impacto da folha , feito pelo governo através do Dr. Paulo César, Secretario de Administração, e do Dr. Wagner Araújo, secretario de Planejamento, se encontrou os números que era capaz de atender a tabela que estava anexa ao termo de acordo que chegamos a ordem de R$ 17. Milhões/mês, e R$ 147 Milhões, durante exercício de 2007. E isso estava dentro do limite prudêncial, e no dia seis (6), veio a negativa.
CS:
O que governo alega para o não cumprimento do acordo, e para essa negativa?
Siqueira:
Alega que o termo que tinha sido pactuado não podia ser cumprido, em função de Ter atingido o limite prudêncial, para que o Cidadão que está no Seridó entenda melhor, o limite prudêncial é aquilo que o Estado não pode gastar mais de 60% de sua capacidade de indevidamente. Mas, hoje o Estado chegou no limite prudêncial de 56%, e o soldado é quem vai pagar a conta da irresponsabilidade do que foi pactuado e não vai ser honrado?. Se teve aumento da folha, a culpa não é do Soldados, dos Cabo nem dos Sargentos, a culpa é do próprio governo, em função de ter criado mais quatro novas secretarias, e 180 cargos comissionados, por tanto vai faltar dinheiro, mas, não se pode tirar dinheiro do que já foi votado e esta dentro do Orçamento da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros. Então, nós não vamos aceitar nenhum tipo de parcelamento, o que nós queremos, é o cumprimento do que esta dentro do Orçamento do Estado, sob pena da desmoralização publica.
CS:
Esse acordo, está dentro do Orçamento de 2007, por que o governo não cumpre o que o próprio governo Vilma, colocou no Orçamento?
Siqueira:
O governo tem que cumprir, ele não pode remanejar o que é pessoal, o que é salário é alimento, e alimento não pode servir de seqüestro ou de arestas, é garantia Jurídica, nós, de certa forma nos sentimos lesados, não abrimos mãos de um centavo, mas, não queremos um centavo mais do que foi acordado; eu acho que nossos Comandantes tanto do Corpo de Bombeiros quanto o da Policia Militar, e os quatro Secretários de Estado e o presidente da Assembléia Legislativa dep. Robinson Faria, estão hoje desmoralizados, diante do termo que assinaram. O que é que se vai fazer agora, na hora que há uma quebra ou omissão de uma das partes a outra se excede. Eu peço desculpa a o cidadão de Currais Novos e do Seridó, agora a culpa pela policia está paralisada não é do soldado, a briga não com o capitão que comanda a Companhia, a nossa briga é com um pacto que foi rompido unilateralmente, sem que fosse dado o direito de defesa, você não pode mudar as regras do jogo no segundo tempo. Esperamos por oito meses, o soldado se individou por que acreditou, não na palavra, mas, num acordo assinado, pactuado. Os secretários que assinaram tem que honrar, já que não honram as calças, que honrem pelo menos a caneta e a assinatura que fizeram, por que a minha eu estou honrando.
CS:
Você apoiou Vilma nos dois turnos, e agora você esta rompendo com o governo Vilma?
Siqueira:
No dia 06/02, saí da reunião dizendo que estava decepcionado com o governo, apoiei o governo nos dois turnos, mas, entre a palavra do soldado, e um termo que foi assinado e não cumprido eu fico com o soldado, por que a palavra do soldado tem FÉ, infelizmente, as quatro assinaturas de dois secretario e dois Comandantes Militares não tem FÉ